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24 de fevereiro de 2024

A Lua Crescente, o Brilho da Terra e o Planeta Vênus no Crepúsculo


Somente um dia depois da Lua Nova, esse impressionante crepúsculo ornamentou os céus sobre o sul da Califórnia. A Lua Crescente e o planeta Vênus estavam separados por somente dois graus – aproximadamente o comprimento do seu dedo polegar quando o braço está esticado. O lado escuro da Lua, ou seja, a região onde o Sol ainda não nasceu é claramente visível como o brilho da Terra. Nessa região a iluminação ainda vem do Sol, mas de forma indireta, já que é refletida primeiro pela Terra para a Lua e volta novamente para os nossos olhos.

Quando nós observamos a fase da Lua, nós estamos vendo a luz do Sol refletida diretamente da Lua, veja o diagrama para entender a passagem da luz. Note que o Sol tinha acabado de se pôr e a rotação da Terra carregou o observador para o lado escuro da Terra. A luz do lado escuro da Lua tem uma passagem diferente. A luz do Sol reflete no lado iluminado da Terra, e então no lado escuro da Lua. A luz é novamente refletida pelo lado escuro da Lua onde nós vimos como o brilho da Terra, a iluminação fantasma do lado escuro da Lua.

O brilho da Terra varia de mês para mês dependendo da parte do lado iluminado da Terra sem nuvem que reflete a luz. Se o lado da Terra estiver mais limpo sem nuvem, pouca luz será refletida pela Terra e o brilho da Terra será mais apagado. Se o lado iluminado estiver bem nublado, grande parte da luz será refletida e o brilho da Terra será maior, e mais fácil de ver no crepúsculo. Note que no diagrama de exemplo, a Terra e a Lua, suas posições e a sua separação não estão em escala. Na imagem mais próxima da Lua Crescente, o pico de uma montanha isolada pode ser visto na parte inferior esquerda, isso porque ele é alto o suficiente para ainda ser iluminado pela luz do Sol.

Fonte:

http://epod.usra.edu/blog/2012/01/crescent-moon-earthshine-and-venus.html


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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