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Lua, Ainda o Melhor Objeto A Ser Observado no Céu Noturno

Algumas vezes observamos imagens de planetas próximos da Lua, o que enfatiza o quão pequeno e relativamente livre de detalhes são os outros corpos do Sistema Solar quando observados da Terra em comparação com a nossa ilustre Lua. Agora, podemos comparar a Lua também com outras maravilhas do universo. Essa comparação é que está sendo mostrada na imagem acima com a Lua e uma coleção impressionante de imagens cósmicas mostrando objetos espetaculares. Para se ter como comparar as imagens, todas foram feitas com o mesmo equipamento variando somente o tempo de exposição. O estudo foi feito com um telescópio de 12” Goto Dobsonian e com uma câmera Canon EOS 550D, com exposições variando de 1/500 até 10 segundos. Com a imagem podemos ver novamente que a Lua continua sendo o mais fascinante objeto telescópico de todo o céu. Existem na Lua, milhares de feições para serem observadas em sua superfície, todas essas feições alteram sua aparência de acordo com o ângulo em que o Sol atinge a superfície da Lua. O céu profundo, por sua vez, como pode ser observado aqui, tem cores muito mais intensas, e algumas feições angulares do tamanho da Lua, e também objetos como o Arco de Bernard que até mesmo maior que a Lua embora seja muito mais difícil de ser identificado e observado visualmente. Logicamente, não queremos tirar o gosto de se observar o céu profundo, muito pelo contrário, podemos até gastar um tempo para achar determinados objetos como é o caso da Nebulosa de Orion e a M22, mas com certeza sua busca será recompensada com uma das mais belas imagens do céu noturno. Os defensores árduos do céu profundo podem dizer que por exemplo, a galáxia M31 é 8 vezes maior que a Lua, mas eles também admitem que muito menos detalhes podem ser vistos do que imageados. A maior feição observável do céu noturno é sem duvida alguma a Via Láctea que circula todo o céu e contem milhares de objetos que podem ser observados via telescópio, mas quando a Lua cheia está enfeitando o céu não existe competição e a Via Láctea fica bem apagada.

Fonte:

http://lpod.wikispaces.com/May+17%2C+2011

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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