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26 de fevereiro de 2024

JAMES WEBB DESCOBRE BURACOS NEGROS EM FUSÃO NO INÍCIO DO UNIVERSO

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O artigo “Discovery of a z = 7.15 AGN with the VLT: the most distant quasar known to date” descreve a descoberta de um AGN (núcleo ativo de galáxia) extremamente distante, localizado a 13,03 bilhões de anos-luz da Terra. Esse AGN é o mais distante já descoberto até o momento e fornece informações valiosas sobre o universo primordial, quando o universo tinha apenas cerca de 5% da sua idade atual. A descoberta foi feita utilizando o Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO) e abre novas possibilidades para a compreensão da evolução das galáxias e dos buracos negros supermassivos no universo primordial.

Os pesquisadores utilizaram observações do instrumento NIRSpec-IFU a bordo do Telescópio Espacial James Webb (JWST) para estudar o AGN. O NIRSpec-IFU é um espectrógrafo de campo integral que permite a obtenção de espectros em diferentes regiões de uma galáxia, fornecendo informações detalhadas sobre a distribuição espacial e as propriedades espectrais do objeto estudado. Além disso, o AGN foi observado com o instrumento NIRCam, que forneceu dados de imagem em várias bandas espectrais. Essas observações permitiram aos pesquisadores identificar o AGN, estudar suas propriedades espectrais e espaciais, e investigar sua interação com o ambiente galáctico em escalas cósmicas.

Os resultados obtidos pelos pesquisadores indicam que o AGN descoberto é um quasar extremamente distante, com um redshift de z = 7,15. Eles também descobriram que o AGN é um buraco negro supermassivo com uma massa estimada em cerca de 1 bilhão de massas solares. Além disso, os pesquisadores observaram que o AGN está localizado em uma região de intensa formação estelar, o que sugere que a formação de estrelas e a atividade do AGN estão relacionadas. Esses resultados fornecem informações valiosas sobre a evolução das galáxias e dos buracos negros supermassivos no universo primordial e podem ajudar a entender como esses objetos se formaram e cresceram ao longo do tempo cósmico.

Os pesquisadores também observaram evidências de um segundo buraco negro na mesma galáxia do AGN descoberto. Eles identificaram uma região de emissão de linhas estreitas de nebulosas, que é uma característica típica de um AGN tipo 2, que é um AGN que está obscurecido por poeira e gás e, portanto, não é visível em todas as bandas espectrais. A presença dessa região sugere que pode haver um segundo buraco negro supermassivo na mesma galáxia, que está em processo de fusão com o buraco negro do AGN descoberto. Essa descoberta é importante porque fornece evidências diretas de que a fusão de buracos negros supermassivos ocorreu no universo primordial, o que pode ajudar a explicar como os buracos negros supermassivos cresceram tão rapidamente no início do universo.

FONTE:

https://arxiv.org/pdf/2312.03589v1.pdf

#BLACKHOLE #JAMESWEBB #UNIVERSE

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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