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Imagem Espetacular Mostra Detalhes Surpreendentes do Platô Aristarchus na Lua

Os mosaicos normais com resolução de 100 metros feitos pela Câmera de Grande Angular  (WAC) da sonda LRO são maravilhosas, mas o mosaico acima que mostra a região do Platô Aristarchus gerado com imagens WAC de arquivos com o Sol baixo é realmente fenomenal. Essa imagem de resolução completa é simplesmente maravilhosa e mostra essa única paisagem de uma nova maneira poderosa. Uma imagem como essa serviria tranquilamente como ponto de partida para, por exemplo, uma tese de doutorado, para quem quisesse estudar a origem e a estrutura do Platô, tendo essa imagem como fonte e como inspiração. Aqui, algumas observações sobre essa bela imagem. Em primeiro lugar, o Vale de Schröter começa em uma cavidade, aqui na sombra, chamada de Cabeça da Cobra. É menos conhecido que a cavidade está no lado de uma substancial montanha, aqui dramaticamente indicada por uma grande sombra de 50 km de comprimento. Medidas de altimetria vindas da ferramenta QuickMap da sonda LRO mostram que a montanha que pode ser chamada de Montanha Cobra, tem 40 km de largura e 2 km de altura. Essa é quase certamente um pico vulcânico, feito de piroclásticos e/ou fluxos de lava provenientes da abertura Cabeça de Cobra ou de uma abertura anteriormente existente. Uma segunda observação pode ser feita com relação ao Platô como um todo. As áreas leste e norte do Vale de Schröter são cruzadas por cadeias que paralelas à borda norte do Platô e à fina cadeia das Montanhas Agricolas. Talvez essas feições estruturais estejam relacionadas à origem do Platô. O Platô Aristarchus pode ser sempre imaginado como sendo intimamente ligado à Bacia Imbrium, mas essas cadeias não são radiais a essa bacia, mas elas são mais ou menos, radiais à Bacia Orientale. É difícil imaginar como a Orientale poderia gerar a formação do Platô. Aqui uma terceira observação. Aproximadamente na metade do caminho ao longo da borda oeste do Platô existe uma taça de material entrando mais para dentro do mar do que o resto da margem. Seria isso um delta do último depósito de lava depositado pelo Vale de Schröter? E o que teria acontecido com o vale principal de 5 km na parte terminal oeste? O pequeno canal mais interno se quebra através da parede do vale onde o vale vira para norte e então para. Essa imagem de iluminação baixa sugere que o vale continua por uma distância menor até leste do pico brilhante. O delta é também cortado por um vale de assoalho plano com 5 km de largura que parece com um vale. Seria isso uma área de abertura de um canal agora coberta por lavas do Procellarum? Finalmente, vamos olhar na bem conhecida escarpa de falha ao sul da cratera Herodotus. Essa escarpa com 110 metros de altura é vista aqui na parte final norte virando de forma abrupta em direção leste e continua através do Aristarchus. Essa escarpa também tem uma altura máxima de 110 metros, mas ela é completamente invisível em imagens com o Sol mais alto. A imagem realmente é sensacional. Visitem o site do LPOD para observarem a imagem em toda a sua grandeza e detalhes.

Fonte:

https://lpod.wikispaces.com/August+20%2C+2012

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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