Halos e Arcos Sobre Buenos Aires

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observatory_150105Os arcos coloridos mostrados na fotografia acima foram capturados do jardim do fotógrafo, Andrea Anfossi, em Buenos Aires, na Argentina. O arco mais brilhante é o chamado Arco Circunzenital, ou CZA, do inglês. Ele se forma quando a luz do Sol entra na face basal horizontal de um cristal de gelo de forma achatada (encontrado nas nuvens do tipo cirrus) e sai por uma das seis faces verticais laterais. Esse arco deve ser procurado alto no céu quando o Sol está já baixo no horizonte.
O arco mais apagado, tangente ao CZA, e que se curva para o sul (para baixo), é parte de um halo de 46 graus – formado pelo desvio mínimo da luz do Sol através de prismas de gelo de 90 graus aleatoriamente orientados. Eles não são observados com frequência e são bem mais apagados do que os halos de 22 graus, observados com maior frequência, pois somente uma pequena porcentagem da luz emerge de um prisma de 90 graus para formá-lo. Além do mais, a dispersão de qualquer porção da luz que emerge se espalha por uma porção mais ampla do céu, que o que é acontece com o halo de 22 graus. Quando o halo de 22 graus e/ou um CZA estão visíveis, procure por um halo de 46 graus – ele está duas vezes mais distante do Sol do que o halo de 22 graus. A foto acima foi feita no dia 10 de Fevereiro de 2014.
Fonte:


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Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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