Foto Espetacular Mostra o Telescópio Auxiliar (AT) do VLT e ao Fundo o Cerro Armazones o Lar do E-ELT

O fotógrafo do ESO Gianluca Lombardi estava na posição perfeita para registrar uma bela e nítida imagem ao anoitecer do Auxiliary Telescope (AT) 2 localizado no Cerro Paranal. Uma vez que o Sol se põe, o céu sem nuvens  sobre o deserto chileno ficará cheio de estrelas, e o AT2 começará o seu trabalho. No plano de fundo da imagem acima pode-se ver a esquerda o Cerro Armazones, com uma estrada em zigue e zague que leva até o pico, que será o lar do futuro European Extremely Large Telescope. Uma parte do equipamento utilizado para testes pode ser visto no topo da montanha. O pico mais inferior à direita do Cerro Armazones é o local de telescópios menores operados pelo Instituto de Astronomía da Universidade Católica del Norte.

Existem quatro ATs no Cerro Paranal, que fazem parte do Very Large Telescope. Eles são usados como parte de uma técnica especial de observação chamada de interferometria, que permite que múltiplos ATs, ou mesmo a combinação com os maiores Unit Telescopes, tenham suas potencias combinadas e consigam assim ver detalhes até 25 vezes mais finos do que o que seria possível com telescópios individuais.

O domo do AT mostrado na foto é feito de dois conjuntos de três segmentos, que estava fechado no momento em que a foto foi feita. Isso é feito para proteger o delicado telescópio de 1.8 metros das condições do deserto onde ele está localizado. O domo é apoiado por uma seção do transportador que também possui gabinetes eletrônicos, sistemas de líquido resfriado, unidades de ar condicionado, baterias e mais. Durante as observações astronômicas o domo e o transportador são mecanicamente isolados do telescópio, para garantir que nenhuma vibração comprometa a coleta de dados.

A seção do transportador corre em trilhos, assim os ATs pode se mover por 30 diferentes localizações. Como o VLT Interferometer (VLTI) funciona como um único telescópio, quanto maior for o grupo de telescópios combinados, a mudança de posições dos ATs significa que o VLTI possa ser ajustado de acordo com as necessidades dos projetos específicos da observação.

Fonte:

http://www.eso.org/public/images/potw/

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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