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Estrelas da Morte na Nebulosa da Roseta

Nós sabemos que grandes eventos astronômicos podem trazer más notícias para a possibilidade de vida: explosões de supernovas descarregam um nível de radiação inimaginável para a vida, asteróides podem gerar nuvens devastadoras para vida em um planeta, e buracos negros podem sugar tudo que estiver ao seu redor. Agora nós estamos vendo que a simples localização de um planeta próximo a estrelas muito grandes pode evaporar com ele antes que ele realmente se forme.

Astrônomos da Universidade do Arizona têm pesquisado milhares de estrelas localizadas na Nebulosa da Roseta. Eles encontraram que aqueles que provavelmente seriam planetas mas que se localizavam próximos a estrelas do tipo O, foram destruídos e não tiveram nenhuma chance potencial de se tornar um planeta.

Estrelas do tipo O são mais brilhantes e mais quentes que as estrelas da seqüência principal. Uma superfície gigantesca com temperaturas superando os 30000 Kelvin as coloca no final da parte azul do espectro. Elas podem ser centenas de vezes maiores e milhares de vezes mais brilhantes do que as estrelas do tipo G, que chamamos carinhosamente de Sol.

O trabalho recente mostra que ventos massivos e radiação emanada dessas fontes super brilhantes podem devastar o disco de poeira que envolve as estrelas jovens, disco esse que possui o material responsável para a formação de planetas. Para se ter uma idéia da radiação envolvida, a zona de perigo se estende por 1.6 anos-luz de distância da estrela.

Os cientistas dizem que um planeta já formado poderia sobreviver a essa influência da Estrela da Morte, mas pode ser um desentendimento. Não se está nesse caso levando em consideração que qualquer coisa que pudesse se chocar com esse pequeno pedaço de rocha poderia vaporizá-los e destruir qualquer chance de vida. Assim o espaço de pesquisa por planetas interessantes pode ignorar qualquer coisa que esteja dentro dessa zona de perigo.

Fonte: http://www.stumbleupon.com/su/Ae93cI/www.dailygalaxy.com/my_weblog/2010/03/death-stars-of-the-rosette-nebula-.html/r:t

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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