Djorgovski 1: Um Aglomerado Rico Em Estrelas no Coração da Via Láctea

O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA obteve imagem de uma área do céu tão cheia de estrelas que inunda a escuridão do espaço. Essa imagem mostra o aglomerado globular de estrelas conhecido como Djorgovski 1, que foi descoberto em 1987.

Djorgovski 1 está localizado próximo do centro da Via Láctea, dentro de seu bulbo. Se a galáxia é pensada como uma cidade por analogia, então esse bulbo seria o centro da cidade. A proximidade do aglomerado Djorgovski 1 desse centro explica porque a imagem é tão cheia de estrelas.

Aglomerados globulares como o Djorgovski 1 formou no início da história da Via Láctea. Contudo, com tanto material no caminho a obtenção de dados precisos sobre esse aglomerado é algo praticamente impossível. Para piorar as coisas, essas estrelas são muito apagadas. Mesmo as estrelas mais luminosas do Djorgovski 1 são mais apagadas do que as estrelas gigantes mais brilhantes do bulbo.

Outro dilema nesse caso se torna aparente: como saber quais estrelas pertencem ao aglomerado Djorgovski 1 e quais pertencem ao bulbo galáctico? Para determinar isso, os astrônomos estudam a composição química das numerosas estrelas na área. Estrelas com uma composição similar provavelmente pertence ao mesmo grupo, como parentes em uma família. Essa técnica tem fornecido com sucesso informações que permitem distinguir as estrelas do Djorgovski 1 e as do bulbo da galáxia.

Esses estudos também revelam que as estrelas do Djorgovski 1 contém hidrogênio e hélio, mas não muito. Em termos astronômicos elas são descritas como pobres em metal. De fato, parece que o Djorgovski 1 é um dos muitos aglomerados pobres em metal no interior da Via Láctea. Não é claro o porque disso, mas pesquisas adicionais poderão trazer luz a essa questão.

Essa imagem foi criada a partir de múltiplas imagens feitas com a Wide Field Camera da Advanced Camera for Displays do Hubble. As exposições feitas através do filtro amarelo/laranja, F606W foram coloridas em azul e as imagens obtidas através do filtro de infravermelho próximo, F814W, são mostradas em vermelho. O tempo total de exposição por filtro foi de 340s e 360s, respectivamente e o campo de visão é de 2.7 por 1.5 arcos de minuto.

Fonte:

http://www.spacetelescope.org/images/potw1126a/

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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