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Direto do Observatório Lunar Vaz Tolentino: O Belo Conjunto de Crateras Theophilus, Cyrillus e Catharina

O belo conjunto THEOPHILUS, CYRILLUS & CATHARINA.

(créditos: Tolentino.)

THEOPHILUS– Lat: 11.4º S,  Long: 26.4o E – diâmetro: 100 Km – profundidade: 3,2 Km.

Theophilus da Alexandria: foi patriarca de Alexandria, Egito, de 385 a 412.

CATHARINA– Lat: 18.0o S, Long: 23.6º E – diâmetro: 100 Km – profundidade: 3,1 Km.

Saint Catharine de Alexandria, Egito: Santa e Mártir.

CYRILLUS– Lat: 13.2º S,  Long: 24.0o E – diâmetro: 98 Km – profundidade: 3,1 Km.

Cyril da Alexandria: foi o patriarca da Alexandria, Egito, de 412 a 444.

Melhor período para observação: 5 dias após Lua Nova ou 4 dias após Lua Cheia.

Foto no Mapa: LAC 78 e LAC 96.

As crateras Theophilus, Cyrillus e Catharina formam um dos conjuntos mais impressionantes para a observação telescópica. 

Posicionada mais ao sul deste belo grupo de crateras está Catharina, com 100 Km de diâmetro e 3,1 Km de profundidade. Suas paredes ásperas, de contorno irregular, hospedam as marcas de impactos menores. Catharina é claramente a mais erodida e, dessa forma, a mais antiga do trio.

A cratera do meio, Cyrillus, não é muito mais jovem. Note o aparente e enorme “canal” que conecta Cyrillus a Catharina. Na realidade, a conexão é o resultado da ação de muitos impactos, além de desmoronamentos.

Cyrillus tem 98 Km de diâmetro e apenas 3,1 Km de profundidade, apesar de suas encostas interiores serem mais destacadas e darem a impressão da cratera ser mais profunda. No piso de Cyrillus, próximo ao centro, existem três proeminentes picos.

A cratera mais jovem das três é Theophilus, com seus 100 Km de diâmetro e 3,2 km de profundidade. É, por si própria, uma formação espetacular. As bordas externas que circundam a cratera elevam-se por cerca de 1,2 Km acima do nível da redondeza exterior. As bordas externas formam uma espécie de “fortificação” com paredes escarpadas e inclinadas, criadas pelos escombros do impacto.

Seu interior é um pouco mais profundo, apresentando 3,2 Km abaixo do nível da redondeza externa. O interior da cratera Theophilus é muito complexa. Claramente suas paredes interiores em forma de degraus ou curvas de nível, foram muito degradadas por deslizamentos e desmoronamentos.

Observe seu piso liso que circunda o magnífico aglomerado de montanhas. O pico mais alto desse aglomerado atinge 2 Km acima do nível do piso interno da cratera.

Existem relatos de aparições estranhas em Theophilus e muitos astrônomos a consideram um “local quente” para busca por TLP (Transient Lunar Phenomenon – fenômeno lunar transitório, breve ou passageiro), que são descritos como aparições rápidas de luzes, cores ou mudança de aparência no visual, o que poderia demonstrar a existência de manifestações vulcânicas, escape de gases ou outros processos geológicos que supostamente implicaria que a lua não estaria geologicamente morta. O termo TLP foi criado em 1968 pelo astrônomo inglês Sir Patrick Moore, autor de mais de 70 livros sobre astronomia e colunista da revista inglesa Sky at Night.

Foto executada com apenas 1 frame em: ?08? de ?julho? de ?2012, ??03h38m.

Não deixem de visitar na internet o site oficial do Observatório Lunar Vaz Tolentino, onde é possível encontrar centenas de imagens da Lua elém de muitas informações sobre astronomia e ciência em geral. Visitem o remodelado site do VTOL: www.vaztolentino.com.br

Fonte:

www.vaztolentino.com.br

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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