DANÇA CÓSMICA ARRASTA O ESPAÇO TEMPO E COMPROVA A RELATIVIDADE | SPACE TODAY TV EP2110

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A mais de 100 anos atrás, Albert Einstein publicou a sua teoria Geral da Relatividade.

Nela, ele explicou que a gravidade era a curvatura do tecido do espaço-tempo, causada pela massa dos objetos.

O Sol, a Terra e todos os objetos deformam o espaço-tempo, quanto maior a massa, maior a deformação, portanto, maior a gravidade.

Desde o dia que foi publicada, a Teoria Geral da Relatividade vem sendo colocada à prova, e graças ao avanço tecnológico atual, várias partes dela vem sido provada.

Por exemplo, em 2016, a detecção das ondas gravitacionais, a foto do buraco negro, entre outras várias confirmações.

Voltando para antes da década de 1920, em 1918, três anos depois da publicação da Teoria Geral da Relatividade, os matemáticos austríacos Josef Lense e Hans Thirring, perceberam uma coisa.

Se a Teoria Geral da Relatividade de Einstein estivesse mesmo correta, todos os corpos em rotação deveriam, digamos, arrastar, o tecido do espaço-tempo ao seu redor.

No começo dos anos 2000, um experimento no espaço, em órbita baixa da Terra, mostrou, através de giroscópios que esse efeito existia, mas era muito fraco e praticamente impossível de ser medido.

Então, era preciso testar mais uma vez a relatividade, usando para isso, um experimento e observações de objetos que realmente arrastam o tecido do espaço-tempo.

Os pesquisadores então foram atrás desse objeto, e descobriram um sistema binário bem interessante.

Esse sistema é formado por um pulsar e uma anã branca, e foi descoberto pela antena de Parker na Austrália, com 64 metros de diâmetro.

O sistema se chama PSR J1141-6545, e devido à densidade da anã branca, e à rotação do pulsar ele é o sistema ideal para esse tipo de teste.

Esse sistema tem 20 anos de medida precisa de sua órbita.

E nesses 20 anos, os pesquisadores notaram uma mudança gradual no plano de órbita do sistema.

Essa mudança indicaria que o sistema estaria arrastando o espaço-tempo, e o distorcendo.

O efeito é chamado em inglês de frame-dragging.

O frame-dragging então explicaria as inclinações observadas na órbita do sistema.

O pulsar emite pulsos com uma precisão e uma estabilidade ideal para que esse tipo de medida seja feita, quando o pulso passa pelo espaço-tempo distorcido ele pode ser medido, e como a anã branca é extremamente densa, ela distorce de maneira significativa o espaço-tempo.

Nesse sistema, toda órbita está sendo arrastada pela rotação da anã branca.

A única explicação para todos os efeitos observados nesse sistema binário é a chamada Precessão de Lense-Thirring, ou o frame-dragging.

E isso indica que a Teoria Geral da Relatividade, pôde mais uma vez ser comprovada.

Como eu disse esse efeito foi registrado na órbita da Terra, mas no caso desse sistema, o efeito é 100 milhões de vezes mais forte, ou seja, reduzindo de forma decisiva as incertezas nas medidas.

O mais interessante de tudo isso, é que com o passar do tempo, a tecnologia vai avançando e esse avanço permite que teorias centenárias, ideias que existem há muito tempo possam ser comprovadas.

Então já sabem, podem subir a hashtag, #EINSTEINCERTOMAISUMAVEZ!!!

Fontes:

[https://phys.org/news/2020-01-astronomers-witness-space-time-stellar-cosmic.html]

#FrameDragging #Space-Time #SpaceToday

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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