BETELGEUSE – NADA DE SUPERNOVA, APENAS UMA NUVEM DE POEIRA | SPACE TODAY TV EP2143

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Lembram de Betelgeuse?

Então, nada dela explodir não é mesmo? E parece que assim vai ficar por mais uns 100 mil anos.

Desde final do ano passado a estrela vem sendo monitorada de perto pelos astrônomos, pois ela começou rapidamente a perder brilho.

Nós sabemos que ela é uma estrela variável, mas a perda de brilho dessa vez estava acima dos níveis observados anteriormente.

Agora, a estrela começou a ganhar brilho novamente, e a pergunta que não sai da cabeça dos astrônomos é, o que aconteceu com Betelgeuse?

Um grupo de astrônomos resolveu usar um telescópio que fica no histórico Observatório Lowell em Flagstaff no Arizona para estudar a estrela.

A ideia era medir a sua temperatura e assim tentar saber o que estava acontecendo com ela.

Betelgeuse é uma estrela do tipo supergigante vermelha, variável, esse tipo de estrela, tem um comportamento determinadas vezes onde ela ejeta muito material para o espaço.

Esse material nada mais é que poeira, e essa poeira pode reduzir o brilho da estrela, como foi observado com Betelgeuse.

Outro comportamento desse tipo de estrela que os astrônomos conhecem são fortes variações sofridas pelas gigantescas células de convecção da estrela.

Isso poderia também, fazer a estrela variar de brilho nos níveis observados.

E aí, qual das duas opções?

Uma maneira de se saber isso é medindo a temperatura efetiva da superfície da estrela.

Mas medir a temperatura de uma estrela não é algo assim simples, como apontar um termômetro para ela.

Os astrônomos precisam observar o espectro de luz da estrela e a partir do espectro calcular a temperatura.

Devido ao forte brilho de Betelgeuse, os astrônomos utilizaram um filtro especial para obter o espectro detalhado e o objetivo era observar as linhas de absorção causadas pelas moléculas de óxido de titânio.

O óxido de titânio pode se formar e se acumular nas camadas superiores da estrela, esfriando de forma significativa a estrela.

E esse óxido de titânio é transportado pelas grandes células de convecção.

Então, se ao medir a temperatura, fosse observada uma grande diminuição na temperatura comparada com medidas anteriores, a culpa pela variação seria das células de convecção.

Os astrônomos mediram a temperatura em 3325 graus Celsius, o que é somente entre 50 e 100 graus mais frio do que a medida anterior de 2004.

Como a diminuição da temperatura não foi significante, os astrônomos concluíram que a causa para a diminuição de brilho de Betelgeuse foi a poeira ejetada pela estrela.

Os astrônomos já observaram nuvens de poeira ao redor de outras estrelas, e novas observações já estão sendo programadas para poder confirmar essa hipótese.

Não é porque a estrela não vai explodir que vamos parar de observar e acompanhar.

Na verdade, a dinâmica das supergigantes vermelhas são complexas e quanto mais os astrônomos observarem, mais eles irão aprender e mais eles irão entender as estrelas.

E ao entender o comportamento de estrelas como Betelgeuse, eles estarão entendendo como acontecem as supernovas.

Fontes:

https://lowell.edu/dimming-betelgeuse-likely-isnt-cold-just-dusty-new-study-shows/

https://arxiv.org/pdf/2002.10463.pdf

#Betelgeuse #Supernova #SpaceToday

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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