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Astrônomos Identificam 21000 Galáxias De Baixo Brilho

Uma equipe internacional de astrônomos identificou aproximadamente 21 mil novas galáxias do tipo de baixo brilho superficial, ou as LSBGs, usando o Dark Energy Survey, ou DES. A detecção dessa grande quantidade de amostras é essencial para melhorar nosso conhecimento sobre como as LSBGs se formam e desenvolvem. estendida extendida

De maneira geral, as LSBGs, são galáxias com um brilho da sua superfície central, muito apagado, o mais apagado de todas. Devido a isso, elas são difíceis de serem detectadas e estudadas, o que tem levado a uma sub-representação delas em pesquisas ópticas conduzidas até o momento.

Assume-se que enquanto as LSBGs contribuem para uma porcentagem muito baixa da luminosidade local e da densidade de massa estelar, elas podem representar cerca de 15% de toda a massa dinâmica no universo. As observações mostram que essas galáxias se espalham por um grande intervalo tanto de tamanho físico como de ambientes, assim, expandir a amostragem das LSBGs conhecidas, serve para melhorar nossos modelos de cosmologia e de evolução das galáxias.

O imageamento profundo e grande cobertura de área do DES fornece um grande potencial para descobrir uma vasta população de LSBGs que não foram detectadas anteriormente. Astrônomos relataram que o DES permit produzir um catálogo contendo milhares de galáxias com baixo brilho superficial.

Esse catálogo contêm 20977 galáxias de baixo brilho superficial identificadas em uma área de aproximadamente 5000 graus quadrados nos primeiros 3 anos dos dados de imagens obtidos pelo Dark energy Survey.

As LSBGs nessa amostra possuem um raio efetivo de mais de 2.5” e um brilho superficial efetivo médio maior que 24.3 mag/arcsec2. Dado que essas galáxias são divididas em dois grupos distintos com base na sua cor, em objetos vermelhos e azuis isso foi possível de ser feito com essa nova amostra.

De acordo com o estudo, o novo catálogo contém 7148 galáxias vermelhas e 13829 galáxias azuis. As duas populações possuem o mesmo raio efetivo mas possuem um brilho superficial bem diferente, onde as galáxias azuis são um pouco mais brilhantes.

A distribuição espacial das novas LSBGs também possui características interessantes. De modo geral, as galáxias vermelhas aparecem mais aglomeradas do que as azuis. As vermelhas também estão correlacionadas de certa maneira com a distribuição de galáxias brilhantes próximas.

Além disso, para as nove galáxias mais proeminentes da amostra, os astrônomos conseguiram calcular suas propriedades físicas. E de todas as LSBGs, 108 ainda foram classificadas como sendo galáxias ultra difusas, ou UDGs.

Os pesquisadores alertaram que seu catálogo pode ser útil para testar modelos de formação de galáxias em regime de baixo brilho superficial, incluindo estudos das propriedades das LSBGs em diferentes ambientes. Eles notaram que o catálogo poderia ser usado também para preparar melhor a nova geração de pesquisas de galáxias. Os pesquisadores adicionaram que eles planejam fazer estudos posteriores das LSBGs usando dados mais profundos ainda que irão contar com 6 anos de observações feitas com o DES.

Fonte:

https://phys.org/news/2020-06-dark-energy-survey-thousands-low-surface-brightness.html

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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