Astrônomo Amador Britânico Usa Equipamento de 10000 Dólares e Faz Imagens Comparáveis às Feitas Pelos Telescópios Espaciais Que Custam Milhões de Dólares


Amador? Fã de astronomia Steve Loughran fez essa impressionante imagem da M31 a Galáxia de Andrômeda de seu jardim em Cambridgeshire.

A ESA tem investido bilhões de dólares em equipamentos de alta tecnologia com o objetivo de fazer imagens detalhadas do universo.

Mas a agência espacial pode ter encontrado um concorrente a altura, o astrônomo amador Steve Loughran.

O inglês de 44 anos se programa para registrar as impressionantes imagens das estrelas, constelações e outros objetos incluindo a Galáxia de Andrômeda, desde o seu quintal em Cambourne, Cambridgeshire.

O mais incrível de tudo ele faz esses registros incríveis usando um equipamento que custou menos de 10000 dólares.

A ESA acabou de lançar como pode ser visto aqui: http://www.cienctec.com.br/ler.asp?codigo_noticia=331&codigo_categoria=3&nome_categoria=Not%EDcias&codigo_subcategoria=0&nome_subcategoria= a mais detalhada imagem já feita da Galáxia de Andrômeda usando os comprimentos de onda do infravermelho e de raios-X.

Essas imagens foram feitas pelos telescópios espaciais Herschel e XMM-Newton equipamentos que custam dezenas de milhões de dólares, durante o feriado de Natal de 2010.

Tudo bem, para um astrônomo amador e mesmo astrônomos profissionais que usam os telescópios mais potentes da Terra seria impossível registrar essas imagens nesses comprimentos de onda, mas a imagem feita pelo Mr. Loughran pode ser muito bem com as imagens na luz visível feitas pelos equipamentos caríssimos das agências espaciais.

Estado da arte: Imagem recém lançada pela ESA é a melhor já feita da Galáxia de Andrômeda no infravermelho.

O astrônomo amador é tão dedicado ao seu hobby que ele gata milhares de horas fazendo fotos do céu.

Ele costuma passar noite e mais noites em claro quando o céu apresenta boas condições de visibilidade. Mr. Loughran diz: “Uma imagem realmente boa pode demorar muito para ficar pronta, eu já cheguei a trabalhar no processamento de imagens por 14 horas para deixá-las perfeita”.

“Essa é uma obsessão real, mas as imagens que são produzidas são espetaculares e quando vejo o resultado fico impressionado”.

Mr. Lougrhan se interessou pela astronomia há quatro anos atrás quando resolveu usar um telescópio para observar o eclipse lunar de Fevereiro de 2007.

Desde então seu hobby se tornou uma obsessão e cada noite clara que ele tem ele passa em seu jardim na companhia de seu telescópio.

O fotógrafo em sua casa: Steve Loughran tornou-se fã de astronomia quatro anos atrás quando decidiu usar um telescópio para acompanhar o eclipse da lunar em Fevereiro de 2007.

O engenheiro de sistemas diz: “No Reino Unido nós temos uma quantidade limitada de noites claras e algumas vezes passamos semanas sem poder realizar uma observação. Eu sempre confiro a previsão do tempo e se eu sei que o céu estará bom eu corro para preparar meu equipamento. Algumas vezes passo a noite toda. É relaxante e tranquilo e você pode ver meteoritos e outros fenômenos acontecendo”.

Mr. Loughran usa uma câmera digital especializada, que é refrigerada para aumentar seu rendimento e três diferentes telescópios, com lentes variando de 60mm até 90mm de diâmetro.

O telescópio é montado e controlado por um programa de computador especial. Ele diz: “Você tem que alinhar a montagem com a Estrela Polar e assim à medida que a Terra gira o telescópio consegue acompanhar com precisão o seu movimento. A primeira foto que eu fiz ficou toda borrada, e sem foco, mas eu estou aprendendo e melhorando com o tempo”.

Espaço Profundo: Mr. Loughran fez uma série de imagens espetaculares incluindo essa foto que mostra a Nebulosa da Cabeça do Cavalo e a Nebulosa da Labareda na constelação de Orion.

NGC7000: Mais conhecida como Nebulosa da América do Norte, Mr. Loughran fez essa imagem com seu equipamento que custa menos que 10000 dólares.

Entre as incríveis imagens feitas pelo Mr. Loughran estão a Espada de Orion e o Coração da Nebulosa da Alma, que parece um coração e está localizada na constelação da Cassiopeia a aproximadamente 6000 anos-luz de distância da Terra”.

Ele também registrou a Nebulosa da Carina, que está a uma distância estimada entre 6500 e 10000 anos-luz da Terra e é quatro vezes maior e mais brilhante que a Nebulosa de Orion.

Ele adiciona: “Eu ainda me surpreendo quando vejo o resultado final de uma foto que fiz. Você tem uma ideia de como ficará o produto final mas sempre se surpreende com o que vê. Eu tenho um lado muito técnico, gosto de preparar todo o equipamento com cuidado e precisão, mas o que espero mesmo no final é um resultado artístico e belo”. Podemos garantir que está conseguindo alcançar o seu objetivo.

A Grande Nebulosa de Orion, ou Messier 42, uma região de formação de novas estrelas também é

Fonte:

http://www.dailymail.co.uk/sciencetech/article-1344649/Steve-Loughrans-photographs-deep-space-garden-Cambridge.html

 

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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