Provavelmente, o planeta Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol não é um bom local para se disputar uma olímpiada de inverno. Porém, novos resultados baseados em dados obtidos pela sonda MESSENGER (a primeira sonda a entrar em órbita de Mercúrio), indicam que existe uma quantidade substancial de gelo de água em regiões que ficam permanentemente mergulhadas nas sombras dentro de crateras perto do polo norte do planeta. A possibilidade de haver gelo em Mercúrio tem sido teorizada por anos, inspirada pela descoberta de feições de radar brilhantes, consequentemente de alta refletividade, em regiões perto do polo norte. Destacadas em amarelo na imagem acima e projetadas em imagens obtidas pela sonda MESSENGER, as regiões de radar brilhantes, são vistas como correspondendo aos assoalhos e as paredes das crateras de impacto da região polar de Mercúrio. Quanto mais distante se fica do polo, essas feições se concentram face norte das paredes das crateras. Os modelos espectroscopia neutrônica e térmicos da sonda MESSENGER para as crateras, indicam que material nessa região tem um conteúdo de hidrogênio aproximadamente consistente com o gelo de água pura e está aprisionado numa área em que a temperatura se mantém abaixo dos 100 kelvins (-173?C). Em circunstâncias similares para as sombras permanentes encontradas em crateras da Lua, acredita-se que detritos de impactos de cometas possam ser a fonte do gelo em Mercúrio. Os três artigos abaixo foram publicados na edição eletrônica Science Express e detalham essa importante descoberta.

Bright and dark_polar_deposits_on _mercury_evidence_for_surface _volatiles from Sergio Sancevero

Thermal stability of_volatiles_in_the _north_polar_region_of_mercury from Sergio Sancevero

Evidence for water_ice_near_mercury_north_pole_from_messenger _neutron_spectrometer_measurements from Sergio Sancevero

Fonte:

http://apod.nasa.gov/apod/ap121201.html