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As Cores do Platô Aristarchus

Você já viu alguma cor em feições do Lua, quando observou nosso satélite? Alguns observadores conseguem, algumas vezes observar partes da Lua com tonalidades coloridas. Nessa imagem mostrada acima, feita pelo astrônomo amador Tom Williamson de Albuquerque, é possível ver uma tonalidade esverdeada no impressionante Platô Aristarchus  na Lua. Essa foto foi adquirida em 17 de Setembro de 2003. Para isso, Tom usou uma Philips ToUcam Pro acoplada ao seu telescópio newtoniano de 203-mm com f/7 e com uma lente Barlow Televue 2x dando um f/25. A coloração nessa área se deve a uma poeira vulcânica vítrea com espessura entre 10 e 30 metros que foi expelida na erupçãoo da Cobra Head, a pequena cratera que é a fonte do Vale Schroeter. Um pouco à direita da Cobra Head está a cratera de impacto com 40 km de diâmetro Aristarchus. O impacto que formou a cratera Aristarchus escavou as lavas de mar atingindo as rochas da região montanhosa abaixo, que é mostrada na imagem acima como sendo o interior brilhante da cratera. A porção superior esquerda da imagem mostra outra região com um brilho verde menos intenso. Essa é uma área de fluxo de lava chamada de Unidade Telemann do Oceanus Procellarum. Comparada com as lavas que estão localizadas ao redor do Platô Aristarchus, as lavas Teelemann são mais brilhantes, mais pobres em titânio e talvez sejam um bilhão de anos mais jovens (3.6 bilhões de anos versus 2.7 bilhões de anos. Além disso a imagem acima mostra que as lavas Telemann são mais verdes.

Fonte:

http://www.lpod.org/archive/archive/2004/01/LPOD-2004-01-03.htm

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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