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Artigo Traz Detalhes Dos Resultado Adquiridos Pela Missão EPOXI Durante o Sobrevoo no Cometa Hartley 2

O estado hiperativo do cometa Hartley 2 como é estudado pela missão EPOXI da NASA é detalhado em um novo artigo publicado na revista Science e que é reproduzido no final desse post.

Depois de visitar um cometa e fazer imagens de estrelas distantes procurando pistas de planetas extrasolares, você poderia dizer que sonda usada pela missão EPOXI já cumpriu tudo que tinha para fazer no universo. Mas, mesmo depois de viajar por 5.1 bilhões de quilômetros no espaço profundo uma maravilha final estava a sua espera. Em 4 de Novembro de 2010, a sonda da missão EPOXI voou sobre o estranho cometa Hartley 2.

“De todas as imagens que já tínhamos feito durante a aproximação, sabíamos que esse cometa era um pouco estranho mesmo antes do sobrevoo e da maior aproximação”, disse o gerente de projeto da EPOXI Tim Larson do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia. “Ele estava se movimentando no céu como uma bola arremessada com curva, o que foi um desafio a mais para os navegadores e os novos resultados mostram que esse pequeno cometa é hiperativo”.

A missão EPOXI descobriu que a forte atividade na água lançada e nos jatos poderosos de dióxido de carbono não ocorrem de forma igual em diferentes regiões do cometa. Durante o sobrevoo da sonda, que fez sua maior aproximação ficando a 694 km do cometa, os jatos de dióxido de carbono foram observados saindo da parte final do cometa e principalmente da parte final formada pelo menor pedaço. Na região do meio, a água era lançada como vapor com pouca quantidade de dióxido de carbono ou gelo. As últimas descobertas indicam que o material nessa parte intermediária provavelmente vinha da parte final do cometa e foi ali redepositado.

“O Hartley 2 é um cometa hiperativo, lançando muito mais água do que qualquer outro cometa do mesmo tamanho”, disse Mike A’Hearn, principal pesquisador da missão EPOXI da University of Maryland em College Park. “Quando aquecido pelo Sol, o gelo seco – dióxido de carbono congelado – localizado nas profundezas do cometa se transforma em jatos de gás dragando assim a água”.


Embora o Hartley 2 seja o único cometa hiperativo visitado por uma sonda humana, os cientistas sabem que no mínimo uma dúzia de outros cometas possuem uma atividade relativamente alta e que são provavelmente dirigidos pelo dióxido de carbono ou pelo monóxido de carbono.

“Esses poderiam representar uma outra classe de cometas hiperativos”, disse A’Hearn. “Ou eles poderiam ser contínuos na atividade de cometa se estendendo desde o Hartley 2 até cometas menos ativos, ditos normais”.

O estudo fornece algumas reviravoltas na história desse pequeno dínamo cometário, incluindo: (1) O Hartley 2 possui um estado excitado de rotação, pois ele gira ao redor do seu eixo, mas também gira com relação a outro eixo e (2) na sua parte final maior e rugosa a superfície do cometa é pontilhada com blocos brilhantes que podem alcançar o tamanho de 50 metros de altura e de 80 metros de largura. Os objetos brilhantes parecidos com blocos, são do tamanho de uma loja de 16 andares e aparecem entre duas e três vezes mais refletivos do que a superfície média do cometa.

A missão EPOXI foi uma extensão da missão que utilizou a mesma sonda já em voou, a Deep Impact para explorar distintos alvos celestes. O nome EPOXI é uma combinação dos nomes das duas missões: a missão de observação de exoplanetas, chamada de Extrasolar Planet Observations and Characterization (EPOCh) e o sobrevoo sobre o cometa Hartley 2, chamada de Deep Impact Extended Investigation (DIXI). A sonda manteve o nome Deep Impact. Durante sua aproximação, o seu encontro e o seu afastamento do cometa Hartley 2 a sonda fez mais de 117000  imagens e estudos espectrais.

O JPL administra a EPOXI e a Deep Impact para o Science Mission Directorate da NASA em Washington. A missão EPOXI foi parte do Discovery Program administrado pelo Marshall Space Flight Center da NASA em Huntsville, Ala. A Universidade de Maryland em Colege Park é a base de Michael A’Hearn, o principal pesquisador para a EPOXI. Drake Deming do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Md. é o líder científico para a missão EPOXI de busca de exoplanetas. A sonda foi construída para a NASA pela Ball Aerospace & Technologies Corp. em Boulder no Colorado.

Fonte:

http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2011-185&cid=release_2011-185&msource=11185&tr=y&auid=8526065

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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