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A Rosa Feita de Galáxias do Arp 273


Na celebração do aniversário de 21 anos do Telescópio Espacial Hubble, em Abril de 2011, os astrônomos no Space Telescope Science Institute apontaram os olhos do Hubble para um grupo de galáxias em interação especialmente fotogênico, chamado de Arp 273.

A maior das duas galáxias espirais, conhecida como UGC 1810, tem um disco que é gravitacionalmente distorcido na forma de uma rosa pela força gravitacional da galáxia companheira a ela localizada abaixo, e conhecida como UGC 1813. Uma faixa de joias azuis através do topo é a luz combinada de aglomerados de estrelas jovens e azuis que brilham de forma intensa. Essas estrelas massivas brilham com muita intensidade na luz ultravioleta.

A menor galáxia, aproximadamente de lado mostra sinais distintos de intensa formação de estrelas no seu núcleo, talvez, essas formações sejam disparadas pelo encontro com a galáxia companheira.

Uma série de padrões espirais pouco comuns na galáxia grande é um sinal dessa interação. O grande braço mais externo parece parcialmente como um anel, uma feição vista quando galáxias em interação na verdade passam através umas das outras. Isso sugere que a companheira menor na verdade mergulhou profundamente, mesmo que um pouco deslocado do centro em direção à UGC 1810. O conjunto interno de braços espirais está altamente distorcido fora do plano com um dos braços indo para além do bulbo e voltando pelo outro lado. Como esses dois padrões espirais se conectam é algo ainda que não é conhecido com exatidão.

A interação do Arp 273 foi imageada em 17 de Dezembro de 2010, com a Wide Field Camera 3 do Hubble, ou WFC3.

Essa imagem do Hubble é composta de dados obtidos com três filtros separados na WFC3 que permitem a captação de um vasto intervalo de comprimentos de onda, cobrindo as poções ultravioleta, azul e vermelha do espectro. 

Fonte:


http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_2134.html

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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