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17 de setembro de 2021

A Remanescente da Supernova de Tycho: Chandra da NASA Descobre Novas Evidências Sobre a Origem das Supernvoas

Essa nova imagem da parte remanescente da supernova de Tycho, contém, novas evidências para o que pode disparar a explosão original da supernova que foi avistada da Terra em 1572. A Tycho se formou a partir de uma supernova do Tipo Ia, uma categoria de explosão estelar usada para medir distâncias astronômicas devido ao seu brilho confiável.

Raios-X de baixa e de média energia em vermelho e verde mostram os detritos em expansão desde a explosão da supernova. Os raios-X de alta energia em azul revelam a onda de choque, uma concha de elétrons extremamente energéticos. Também mostrada na região inferior esquerda da Tycho está um arco azul de emissão de raios-X. Algumas linhas da evidência suportam a conclusão de que esse arco existe devido a onda de choque criada quando uma anã branca explode e sopra material para fora da superfície da estrela companheira próxima.

Anteriormente, estudos com telescópios ópticos revelaram uma estrela dentro da parte remanescente que está se movendo muito mais veloz do suas vizinhas, dando pistas de que poderia ser uma companheira para a supernova que deu início a explosão.

Outros detalhes do arco sustentam a ideia de que ela foi emitida para longe da estrela companheira. Por exemplo, a emissão de raios-X da parte remanescente mostra uma sombra aparente próxima do arco, consistente com o bloco de detritos da explosão pela expansão do cone do material retirado da companheira. Essa sombra é muito mais óbvia nos raios-X de alta energia que mostram os detritos de ferro.

Esses pedaços de evidência, sustentam o cenário popular  para disparar uma supernova do Tipo Ia, onde uma anã branca puxa material de uma estrela normal, ou seja, uma estrela companheira semelhante ao Sol até que uma explosão termonuclear ocorra. Na outra teoria, uma fusão das duas anãs brancas ocorre, e neste caso, nem uma estrela companheira ou nem uma evidência para o material explodido da companheira deveria existir. Ambos os cenários podem na verdade acontecerem sob diferentes condições, mas o último resultado do Chandra suportam a teoria mais antiga.

A forma do arco é diferente de qualquer outra feição vista na parte remanescente. Outras feições no interior da parte remanescente incluem listras recentemente anunciadas, que têm diferentes formas e que acredita-se sejam feições de uma onda de choque externa causada por uma aceleração de raios cósmicos.

Fonte:

http://chandra.si.edu/photo/2011/tycho2/

 

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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