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26 de fevereiro de 2024

A Região da Cratera Longo na Lua


A Longomontanus, ou simplesmente Longo é a segunda maior região rica em cratera nas terras altas do sul da Lua ficando atrás somente da Clavius. Como a Clavius, a cratera Longo com 145 km de largura tem um largo interior achatado, obviamente preenchido por mateiral que fluiu por ali, com poucos picos protuberantes espalhados. Por que esses picos estão fora do centro? Seria a Longo uma feição de transição entre uma cratera de pico central e uma bacia de anel de pico? A imagem acima mostra mais crateras no interior da Longo do que se pode ver normalmente, mas através de técnicas de processamento de imagens usando determinados filtros revela ainda mais. Algumas pequenas crateras são envoltas por halos brilhantes de material ejetado pulverizado – essas seriam crateras muito jovens. A parede NW é preenchida com 15 ou mais dessas pequenas crateras, provavelmente um aglomerado de crateras secundárias originadas na formação da Bacia Orientale. Se as crateras fantasmas que têm aproximadamente o mesmo tamanho no interior da Longo são também crateras secundárias, então a inundação da cratera foi algo mais recente do que o impacto que formou a Orientale. Isso significaria que as planícies suaves no interior da Longo não seriam resultado do material fluidizado da Orientale. Entre a Longo A, mostrada na imagem abaixo e o grande anel da cratera, existe uma seção de anel de uma cratera mais velha, mostrado pelas setas na imagem abaixo, tudo isso remonta a uma cratera que existia ali anteriormente e que foi então destruída com a formação da Longo. Nas imagens das sondas orbitais também é possível ver essas feições e em imagens mais abertas é possível até ver uma cratera maior tendo metade de sua extensão coberta pela Longo. Essa antiga região da Lua é saturada por crateras, e a cada momento uma nova cratera é formada, destruindo alguma já pré-existente.

Fonte:

http://www.lpod.org/archive/LPOD-2004-11-14.htm


Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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