A Nebulosa do Carangueijo Observada Pelos Grandes Observatórios Espaciais da NASA

Essa composição da Nebulosa do Carangueijo foi feita usando dados do Observatório de Raios-X Chandra (azul e branco), do Telescópio Espacial Hubble (roxo), e do Telescópio Espacial Spitzer (rosa). A estrela que explodiu para criar a Nebulosa do Carangueijo foi vista na Terra no ano de 1054.

Desde o seu lançamento em 1999, o Chandra vem frequentemente observando a nebulosa e as observações feitas em raios-X têm ajudado os astrônomos a entender melhor esse espetacular objeto. A Nebulosa do Carangueijo foi um dos primeiros objetos examinados pela visão de raios-X do Chandra, e tem sido um frequente alvo do telescópio desde então.

Existem muitas razões para que a Nebulosa do Carangueijo seja tão estudada: ela é um dos poucos casos onde existe uma forte evidência histórica de quando a estrela explodiu. Com esse tempo bem definido, isso ajuda os astrônomos a entenderem os detalhes não só da explosão mas também dos momentos posteriores à explosão.

No caso da Nebulosa do Carangueijo, observadores em muitos países relataram o surgimento de um nova estrela no céu no ano de 1054, na direção da constelação de touro. Muito se tem aprendido sobre a Nebulosa do Carangueijo desde então.

Hoje os astrônomos sabem que a Nebulosa do Carangueijo é energizada por uma estrela de nêutrons, altamente magnetizada e que gira rapidamente conhecida como um pulsar, que foi formado quando uma estrela massiva esgotou todo o seu combustível e colapsou. A combinação da rápida rotação e do intenso campo magnético, na Nebulosa do Carangueijo, gera um intenso campo eletromagnético que cria jatos de matéria e anti-matéria que se movem para longe do pulsar saindo tanto do polo norte como do polo sul, além do intenso vento que flui na direção do equador.

Crédito:

X-ray: NASA/CXC/SAO; Optical: NASA/STScI; Infrared: NASA-JPL-Caltech

Fonte:

https://www.nasa.gov/image-feature/the-crab-nebula-observations-through-time

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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