20 de fevereiro de 2026

JAMES WEBB REVELOU O UNIVERSO INVISÍVEL!!!

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VAMOS ACOMPANHAR JUNTOS DIRETO DE ORLANDO O LANÇAMENTO DA MISSÃO ARTEMIS II? BORA? SERÃO DOIS MOMENTOS MEMORÁVEIS, SAIBA TUDO E GARANTA A SUA VAGA NO LINK ABAIXO:

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O Telescópio Espacial James Webb acaba de criar o mapa mais detalhado da matéria escura já produzido pela humanidade, e o que ele revelou é absolutamente fascinante. Pela primeira vez na história, conseguimos ver com clareza sem precedentes a arquitetura invisível que sustenta todo o universo.

A matéria escura é um dos maiores mistérios da ciência moderna. Ela não emite, não absorbe e não reflete luz, tornando-se completamente invisível aos nossos olhos e telescópios convencionais. No entanto, ela representa cerca de 85% de toda a matéria do universo. Tudo o que vemos no céu noturno – estrelas, galáxias, nebulosas – é apenas uma pequena fração do que realmente existe. A maior parte do cosmos é feita dessa substância misteriosa que só podemos detectar através de seus efeitos gravitacionais.

Neste vídeo, exploramos a descoberta revolucionária publicada na prestigiada revista Nature Astronomy. Usando dados do survey COSMOS-Web, que dedicou 255 horas de observação do James Webb, cientistas conseguiram medir as formas distorcidas de 129 galáxias por minuto de arco quadrado do céu – mais do que o dobro do que o Telescópio Espacial Hubble conseguia detectar. Essa densidade extraordinária de medições permitiu criar um mapa com resolução angular de apenas 1 minuto de arco, revelando estruturas que antes eram impossíveis de ver.

A técnica utilizada chama-se lente gravitacional fraca. Como a matéria escura tem massa, ela curva o espaço-tempo ao seu redor. Quando a luz de galáxias muito distantes viaja por bilhões de anos até chegar a nós, ela passa por essas regiões e tem sua trajetória levemente desviada. O resultado é que as imagens dessas galáxias chegam sutilmente distorcidas. Individualmente, essa distorção é minúscula e imperceptível, mas ao analisar centenas de milhares de galáxias, os cientistas conseguem reconstruir um mapa da massa que causou o desvio.

O que o mapa revelou é extraordinário. Não vemos apenas os grandes aglomerados de galáxias, que já conhecíamos. Agora, pela primeira vez, conseguimos ver os filamentos tênues de matéria escura que conectam esses aglomerados, formando uma vasta teia cósmica. É como se o universo fosse uma gigantesca rede neural, com aglomerados de galáxias nos nós e filamentos de matéria escura formando as conexões. O estudo detectou todos os 15 aglomerados de galáxias já conhecidos na região e ainda descobriu novos, incluindo estruturas em forma de L que revelam pontes filamentares entre diferentes aglomerados.

Outra vantagem crucial do James Webb é sua sensibilidade à luz infravermelha, que permite enxergar galáxias muito mais distantes. Isso significa que o mapa não mostra apenas o universo atual, mas também como a matéria escura estava distribuída há bilhões de anos. O estudo traçou estruturas até um redshift de 2, correspondendo a uma época em que o universo tinha apenas cerca de 3 bilhões de anos – o chamado “meio-dia cósmico”, período de maior atividade de formação de estrelas na história do cosmos.

Este mapa não é apenas uma imagem bonita. É uma ferramenta fundamental para testar nossas teorias sobre a natureza da matéria escura e a formação do universo. Ao ver com essa clareza sem precedentes como a matéria visível e a invisível coexistem, desde os densos aglomerados até os filamentos mais tênues, os cientistas podem refinar seus modelos sobre como o universo evoluiu desde o Big Bang até hoje.

Estamos vivendo uma era dourada da astronomia. O James Webb está apenas começando sua missão, e descobertas como esta nos mostram que ainda temos muito a aprender sobre o cosmos. A cada nova observação, preenchemos mais espaços em branco no nosso mapa do universo, revelando a estrutura invisível que governa tudo o que existe.

Se você é apaixonado por astronomia e quer continuar explorando os mistérios do universo comigo, não esqueça de curtir este vídeo, se inscrever no canal e ativar o sininho para não perder nenhuma descoberta! E me conta nos comentários: o que você acha mais fascinante sobre a matéria escura?

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📄 Artigo Original (Nature Astronomy): https://doi.org/10.1038/s41550-025-02763-9

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

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