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Revisitando Um Ícone: Hubble Refaz de Maneira Mais Clara e Surpreendente A Imagem dos Pilares da Criação

Space Today
11 jan 2015

 

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observatory_150105O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA/ESA tem registrado imagens fantásticas do universo, como todos sabem, e principalmente aqueles que acompanham esse blog têm acompanhado por alguns anos. Mas uma dessas imagens se destaca de todas as outras: Os Pilares da Criação da Nebulosa da Águia. Em 1995 a icônica imagem do Hubble revelou detalhes nunca antes observados nas gigantescas colunas de gás e poeira, e agora o telescópio começa o ano de 2015 comemorando 25 anos no espaço fazendo uma imagem ainda mais clara e espetacular dessas belas estruturas.

As três impressionantes torres de gás e poeira registradas nessa imagem, fazem parte da Nebulosa da Águia, também conhecida como M16. Embora essas feições não sejam incomuns nas regiões de formação de estrelas, as estruturas observadas na M16, são de longe as mais fotogênicas e mais evocativas já capturadas. A imagem que o Hubble fez dos pilares em 1995 é tão popular que aparece em filmes, na TV, em camisetas e travesseiros e até mesmo em selos.

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Agora, o Hubble revisitou os famosos pilares capturando o brilho multi-colorido das nuvens de gás, os feixes de poeira cósmica escura e a coloração das trombas de elefante com a câmera mais nova Wide Field Imager 3, instalada no ano de 2009. A imagem na luz visível, dessas estruturas gera uma das imagens astronômicas mais icônicas e dá aos astrônomos uma visão mais vasta e mais clara dos pilares.

Em adição a essa nova imagem na luz visível, o Hubble também produziu uma imagem bônus. Essa imagem bônus foi feita na luz infravermelha, que penetra boa parte do gás e da poeira e revela assim, uma visão menos familiar dos pilares, transformando-os em silhuetas que podem ser vistas se destacando do fundo salpicado de estrelas. Aqui, estrelas recém nascidas, escondidas na imagem da luz visível, podem ser vistas se formando dentro dos pilares.

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Embora a imagem original tenha sido denominada de Pilares da Criação, essa nova imagem dá pistas, que eles também podem ser chamados de pilares da destruição. O gás e a poeira nesses pilares estão sendo soprados pela intensa radiação de estrelas jovens que estão se formando dentro deles, e erodidos por forte ventos provenientes das estrelas massivas próximas. O brilho azulado fantasmagórico ao redor das densas bordas dos pilares na visão da luz visível, é o material que está sendo aquecido pelo brilho das jovens estrelas e está evaporando.

Com essas novas imagens pode-se obter uma melhor contraste e visões mais claras da região. Os astrônomos podem usar essas novas imagens para estudar como a estrutura física dos pilares se alterou com o passar do tempo. A imagem em infravermelho mostra que a razão dos pilares existirem é porque a parte terminal deles é densa, e essa parte mais densa sombreia o gás abaixo dela, criando as longas estruturas em forma de pilar. O gás entre os pilares tem sido por muito tempo soprado pelos ventos provenientes de estrelas localizadas num aglomerado estelar próximo.

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Na parte superior, do pilar mais a esquerda é possível notar um fragmento gasoso que tem sido aquecido e está se desprendendo da estrutura, destacando assim a violenta natureza das regiões de formação de estrelas.

Essas estrelas massivas podem estar vagarosamente destruindo os pilares mas elas também são a razão pela qual o Hubble consegue observar essas estruturas. Elas irradiam luz ultravioleta suficiente para iluminar a área e fazer com que as nuvens de oxigênio, hidrogênio e enxofre, brilhem.

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Embora, estruturas como essa existam em todo o universo, os Pilares da Criação, que estão localizados a uma distância de 6500 anos-luz da Terra, fornecem o melhor e mais dramático exemplo. Agora, essas novas imagens estão permitindo que nós possamos ver as estruturas com mais clareza do que nunca, provando que mesmo depois de 25 anos no espaço, o Hubble continua bem, saudável, forte e capaz de nos surpreender.

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Essas novas imagens dos Pilares da Criação e os resultados associados com as análises feitas, foram apresentados no 225˚ encontro da American Astronomical Society, em Seatle, evento que aconteceu entre os dias 5 e 9 de Janeiro de 2015.

Fonte:

http://www.spacetelescope.org/news/heic1501/

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Comentários

  • jonas anbdre

    Estes pilares da criação, ja nao existem mais a imagem que vemos são imagens do passado

    • ssacani

      Oi Jonas, eu acho que eles ainda existem. A distância deles até nós é de 7500 anos-luz, ou seja, o que vemos é como eles eram a 7500 anos atrás. Para as estrelas que estão nascendo no seu interior destruírem eles por completo, serão necessários milhões de anos, de modo que esses 7500 anos é muito pouco se comparado com o tempo necessário para a total destruição dos pilares. Tudo que observamos é relativo ao passado, mas nem tudo está destruído. Abraços, e obrigado.

    • ssacani

      Para aqueles que falam que os pilares da criação não devem mais existir, vejam bem essa imagem. Achei espetacular, ela mostra o ciclo de vida das estrelas. O início numa nebulosa, bem similar aos pilares da criação, a vida, limpa, sem nada obstruindo sua luz, e o final, numa bela explosão de supernova. Obviamente que o final da vida de uma estrela dependerá da sua massa e de outras variáveis, mas esse sim é um fim possível. Vamos considerar uma estrela como o Sol, esse ciclo leva cerca de 10 bilhões de anos. Resolvendo o enigma, para os que falam que os pilares da criação não devem mais existir. Bem, eles estão localizados a 6500 anos-luz de distância da Terra, ou seja, estamos vendo eles hoje, como eles eram a 6500 anos atrás, como essa parte do ciclo leva milhões de anos, muito provavelmente eles ainda existem e existirão por muito tempo ainda.