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As Estrelas Mais Velhas Do Universo Encontradas No Centro da Via Láctea

Space Today
15 ago 2016

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As estrelas mais velhas conhecidas, datam de antes da formação da Via Láctea, quando o universo tinha somente 300 milhões de anos de vida. As estrelas, encontradas perto do centro da Via Láctea, são surpreendentemente puras mas contém material de uma estrela ainda mais antiga, estrela essa que morreu através de uma enorme explosão chamada de hipernova. A descoberta e a análise de nove estrelas puras desafiam as teorias atuais sobre o ambiente do universo primordial onde essas estrelas se formaram.

“Essas estrelas primordiais estão entre as estrelas mais antigas do universo, e certamente são as estrelas mais velhas que nós já observamos”, disse Louise Howes do The Australian National University (ANU), parte da equipe que fez a descoberta. “Essas estrelas se formaram antes da Via Láctea, e a galáxia então se formou ao redor delas”.

“As estrelas possuem um nível extremamente baixo de carbono, ferro e outros elementos pesados, o que sugere que as primeiras estrelas não explodiram como supernovas normais”, disse Howes. “Talvez elas terminaram suas vidas como hipernovas, explosões ainda pouco entendidas de estrelas com rotação muito rápida produzindo 10 vezes mais energia do que as supernovas normais”.
O professor Martin Asplund também do ANU e líder do grupo de pesquisa disse que essas raras estrelas entre as bilhões de estrelas no centro da Via Láctea, foi o mesmo que encontrar uma agulha num palheiro.

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“O Telescópio SkyMApper do ANU foi o único com a habilidade de detectar as cores distintas dessas estrelas anêmicas, estrelas com pouco ferro, o que foi vital para a pesquisa”, disse Asplund.

Seguindo a descoberta feita em 2014 de uma estrela extremamente antiga na borda da Via Láctea, a equipe focou dessa vez nas partes densas e centrais da galáxia, onde as estrelas se formaram bem antes. A equipe passeou por cerca de 5 milhões de estrelas observadas com o SkyMapper para selecionar aquelas mais puras e então as mais velhas, que foram estudadas em detalhe pelo Telescópio Anglo-Australiano e pelo Telescópio Magellan, como o objetivo de revelar a composição química delas.

A equipe também demonstrou que as estrelas gastam toda a sua vida perto do centro da Via Láctea e não estão ali só de passagem, mais uma indicação que as estrelas são realmente as mais velhas do universo.

Fonte:

http://www.dailygalaxy.com/my_weblog/2016/08/methuselah-stars-oldest-stars-in-the-universe-discovered-at-milky-way-center-date-from-before-its-bi.html

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Comentários

  • Tuk

    Sérgio,

    Baseado no fato de que hoje vemos, por exemplo, estrelas e nebulosas que neste momento podem nem existem mais (pela distância que estão de nós)… bem, então é possivel que a matéria escura que vemos hoje, talvez nem exista mais devida a ainda maior distância que estamos disso, ou talvez, o universo pode ter entrado em colapso em determinado ponto, que, pela distância que estamos deste local nem sabemos que isso já aconteceu.

    Também seria possível constatar então que o big bang ainda está em curso e tudo o que vemos é apenas um lapso do momento de sua explosão, que para nós eh algo muito demorado e parece já ter sido finalizado, porém não seria se comparado á distância da expansão que essa explosão já atingiu e ainda está alcançando na velocidade da luz neste exato momento.

    Estaria correto o raciocínio?