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A NASA deu uma nova chance à cápsula da Boeing: a Starliner-1 tem previsão de lançamento sem tripulação em dezembro de 2026, podendo ficar para janeiro de 2027. Já a retomada dos voos com astronautas está planejada para 2028. Depois de falhas nos propulsores, vazamentos de hélio e uma missão que se transformou em meses de espera, será que a Starliner finalmente conseguirá recuperar a confiança?
Neste vídeo do Space Today, você vai entender o novo plano da NASA, as mudanças na nave, o papel do astronauta Woody Hoburg e por que a agência continua apostando na Boeing mesmo com a Crew Dragon, da SpaceX, transportando tripulações para a Estação Espacial Internacional.
Tudo começou a ganhar proporções dramáticas em junho de 2024, quando Butch Wilmore e Suni Williams partiram para um voo de teste que deveria durar cerca de oito dias. Durante a aproximação da ISS, cinco dos 28 propulsores de controle do módulo de serviço falharam, enquanto vazamentos de hélio aumentavam as preocupações. A NASA decidiu trazer a Starliner de volta sem ninguém a bordo. Os astronautas retornaram somente em março de 2025, numa Dragon, após 286 dias no espaço.
Mas os problemas vinham de antes. Em 2019, um erro no relógio de bordo impediu a chegada à estação. Em 2022, novos problemas nos propulsores acompanharam o teste orbital. A investigação apresentada em fevereiro de 2026 reuniu 61 recomendações e expôs falhas de supervisão, comunicação e tomada de decisão. A crise ultrapassou a engenharia: passou a envolver a maneira como NASA e Boeing identificavam e enfrentavam os riscos. A Boeing tem mais de US$ 2 bilhões em prejuízos num contrato de US$ 4,2 bilhões. A pressão também é financeira.
🔧 O que mudou na Starliner? Os testes em White Sands mostraram aquecimento excessivo dentro das carenagens dos propulsores. A vedação de uma válvula de propelente, chamada poppet, se deformava e restringia o fluxo. Porém, o calor não explicava tudo. Por isso, além das modificações térmicas, o planejamento prevê um redesenho da válvula depois da Starliner-1 e antes do próximo voo tripulado.
Também entram nessa recuperação novos propulsores no módulo da tripulação, baterias, ajustes nos paraquedas e um gravador de dados de alta frequência para acompanhar o comportamento dos propulsores. Segundo a Boeing, 19 das 20 anomalias de voo foram encerradas. Ainda haverá testes em solo e em órbita para avaliar se as correções realmente funcionam.
O voo sem tripulação será uma avaliação de engenharia. A missão precisa medir o ambiente térmico e reunir dados para qualificar os sistemas. Depois, a Starliner-2 deverá levar astronautas em 2028, sob o comando de Woody Hoburg, para uma missão de longa duração, e não apenas mais um teste.
⚠️ Mas o alerta mais importante veio do próprio comandante: o que preocupa não é só o hardware, mas os processos que permitiram que problemas passassem despercebidos. Consertar uma válvula basta quando falhas deveriam ter sido detectadas antes do lançamento? Essa é a pergunta central para o futuro da nave.
A NASA também prevê mais US$ 359 milhões, as opções do quinto e do sexto voo e a certificação do foguete Vulcan para transportar astronautas após o uso dos últimos Atlas V. Com componentes sujeitos a prazos de validade e etapas de qualificação ainda pela frente, o cronograma continua sendo um desafio.
Por que insistir? Ter uma alternativa à Crew Dragon significa reduzir a dependência de um único sistema de transporte. Com o encerramento da ISS previsto para 2030 no planejamento apresentado, a Starliner também mira as futuras estações comerciais. Mais do que recuperar uma cápsula, está em jogo a continuidade do acesso americano à órbita baixa.
💬 Você embarcaria numa Starliner em 2028? Conte nos comentários! Deixe o like, compartilhe o vídeo e inscreva-se no Space Today para acompanhar os próximos capítulos dessa história.
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