E SE O PLANETA 9 NÃO EXISTIR? | SPACE TODAY TV EP2187

VISITE A LOJA DO SPACETODAY:

https://www.spacetodaystore.com

——————————————————————–

SEJA MEMBRO DO SPACE TODAY E AJUDE COM A CRIAÇÃO DE CONTEÚDO SÉRIA NA ÁREA DE ASTRONOMIA:

https://www.patreon.com/spacetoday

https://apoia.se/spacetoday

https://www.youtube.com/channel/UC_Fk7hHbl7vv_7K8tYqJd5A/join

——————————————————————–

Não vou mentir, pensei em dar o título para esse vídeo de Planeta 9 – Uma Farsa, até falei com os apoiadores do canal.

Mas acho que seria muito pesado.

Bem, o lance é o seguinte.

Lembram daquele trabalho que descobriu 139 novos objetos nos confins do Sistema Solar, então esse vídeo aqui é para falar de um trabalho feito sobre esse aí.

Para quem não lembra, usando o projeto conhecido como Dark Energy Survey, os pesquisadores descobriram 139 novos objetos no Sistema Solar, os chamados objetos transnetunianos.

Isso é muito bom, pois com esses novos objetos seria possível detectar o famoso Planeta 9, se é que ele realmente existe.

Mas e se ele não existir, e se não existir nada tão especial assim, nos confins do Sistema Solar?

Pensando nisso um grupo de pesquisadores resolveu fazer um trabalho excepcional.

O questionamento nasce do seguinte, as coisas no universo tendem a ser irotrópicas, ou seja, você olhar para um lado vai ver a mesma quantidade de objetos se você olhar para outro lado.

Mas de acordo com a tese que defende o Planeta 9 não é isso que acontece, pois, as órbitas dos TNOs aparecem alinhadas, e esse alinhamento seria possível com a presença desse grande planeta ali.

Mas e se a gente estiver olhando só uma pequena parte desses objetos e não a população toda?

Então o trabalho começa criando uma população de 40 milhões de TNOs.

Eles criaram esses TNOs com a longitude do modo ascendente, o argumento do periélio e a distância angular média do objeto até o seu pericentro.

Esses que são os parâmetros analisados.

Com os dados gerados os pesquisadores rodaram testes estatísticos para comparar com os TNOs observados pelo DES.

Para fazer isso, eles usaram 7 amostras do conjunto de dados observados, e estabeleceram 4 casos de análises.

No primeiro caso todos os 7 estão incluídos e no caso 4 só 3 objetos foram incluídos, aqueles mais distantes e que seriam menos afetados pela órbita de Netuno e mais pela órbita do Planeta 9.

Quando rodaram o teste com os 7 TNOs, o resultado mostrou que eles poderiam vir de uma população isotrópica, ou seja, o Planeta 9 não é necessário.

E quando rodaram o caso com os 3 mais distantes, os resultados não foram muito conclusivos.

Mas ao usar uma distribuição isotrópica dos TNOs os pesquisadores puderam criar a órbita desses objetos, isso significa que o Planeta 9 não precisa existir para alinhar as órbitas dos objetos e o que estamos vendo é só uma pequena amostra desses objetos.

Mas nem tudo está perdido, pois quando se testa novamente o caso com 3 e o caso com 7 é mais difícil de recriar, o que dá esperança para a existência do Planeta 9.

Os pesquisadores querem agora usar subamostras maiores para poder realizar mais testes estatísticos e tentar chegar em algo conclusivo.

E aí, o Planeta 9, existe ou não, é necessário ou não e se ele não existir?

Fontes:

https://astrobites.org/2020/04/18/an-alternative-to-planet-9-maybe-there-is-nothing-special/

https://arxiv.org/pdf/2003.08901.pdf

#PLANET9 #SOLARSYSTEM #SPACETODAY

Sérgio Sacani

Sérgio Sacani

Formado em geofísica pelo IAG da USP, mestre em engenharia do petróleo pela UNICAMP e doutor em geociências pela UNICAMP. Sérgio está à frente do Space Today, o maior canal de notícias sobre astronomia do Brasil.

Veja todos os posts

Arquivo

Instagram

Error validating access token: The session has been invalidated because the user changed their password or Facebook has changed the session for security reasons.