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Kepler Atinge a Marca de 1000 Exoplanetas Descobertos e Revela Muitos Pequenos Mundos na Zona Habitável

Space Today
12 jan 2016

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Quantas estrelas parecidas com o Sol, possuem planetas parecidos com a Terra? O Telescópio Espacial Kepler da NASA monitora de forma contínua mais de 150000 estrelas além do Sistema Solar, e até o momento ofereceu aos cientistas, mais de 4000 candidatos a exoplanetas, sendo que o milésimo desses exoplanetas foi recentemente confirmado e verificado.

Usando os dados do Kepler, os cientistas atingiram esse marco importante depois de validar que mais oito candidatos registrados pelo caçador de exolplanetas, de fato, são exoplanetas. A equipe do Kepler também adicionou outros 554 candidatos na fila para serem verificados se são ou não exoplanetas, seis dos quais têm um tamanho próximo da Terra e orbitam a chamada zona habitável de suas estrelas que são parecidas com o Sol.

Três dos recém-validados exoplanetas estão localizados na zona habitável de seus distantes sóis, um local onde a água pode existir em estado líquido na superfície. Desses três, dois são provavelmente rochosos como a Terra.

“Cada resultado da missão Kepler nos fornece uma grande quantidade de dados e faz com que possamos dar cada vez um passo a frente para responder a intrigante questão se estamos sozinhos no universo”, disse John Grunsfeld, administrador associado do Science Mission Directorate da NASA, na sede da agência em Washington. “A equipe do Kepler e a comunidade científica como um todo continua a produzir resultados impressionantes com os dados da sonda”.

Para determinar se um planeta é constituído de rocha, água ou gás, os cientistas precisam saber sua massa e seu tamanho. Quando sua massa não pode ser diretamente detectada, os cientistas podem inferir do que um planeta é feito, a partir de seu tamanho.

Dois dos recém-validados planetas, o Kepler-438b, e o Kepler-442b, têm menos de 1.5 vezes o diâmetro da Terra. O Kepler-438b, localiza-se a 475 anos-luz de distância da Terra, e é 12% maior que a Terra, e orbita sua estrela, uma vez a cada 35.2 dias. O Kepler-442b, localiza-se a 1100 anos-luz de distância, e é 33% maior que a Terra, orbitando sua estrela uma vez a cada 112 dias.

Tanto o Kepler-438b e o Kepler-442b orbitam estrelas menores e mais frias que o Sol, fazendo com que sua zona habitável seja mais próxima da estrela, e localizam-se na direção da constelação de Lyra. O artigo relatando as descobertas foi aceito para publicação na revista Astrophysical Journal.

“Com cada nova descoberta desses mundos pequenos e possivelmente rochosos, nossa confiança se fortalece na determinação da verdadeira frequência de ocorrência de planetas parecidos com a Terra”, disse Doug Caldwell, coautor, do SETI Institute Kepler, cientista no Ames Research Center da NASA em Moffett Filed, na Califórnia. “O dia em que iremos saber quão comuns, mundos temperados e rochosos como a Terra são está no nosso horizonte”.

Com a detecção de mais 554 candidatos a exoplanetas a partir das observações do Kepler feitas de Maio de 2009 a Abril de 2013, a equipe elevou a contagem de candidatos para 4175. Oito desses novos candidatos estão entre uma e duas vezes o tamanho da Terra, e orbitam a zona habitável de seus sóis. Desses 8, seis orbitam estrelas que são parecidas com o Sol em tamanho e temperatura. Todos os candidatos precisam de observações subsequentes e análises para verificar se eles são realmente exoplanetas.

“O Kepler coletou dados por 4 anos – tempo suficiente para que nós agora possamos registrar candidatos do tamanho da Terra em órbitas de um ano terrestre”, disse Fergal Mullally, cientista do SETI Institute Kepler no Ames, que liderou a análise do novo catálogo de candidatos. “Nós estamos mais perto do que nunca de encontrar um exoplaneta gêmeo da Terra ao redor de estrelas parecidas com o Sol. Esses são os exoplanetas que estamos procurando”.

O trabalho está em andamento para traduzir essas recentes descobertas em estimativas de quão frequentes os planetas rochosos aparecem nas zonas habitáveis de estrelas como o Sol, um passo fundamental no nosso objetivo de entender nosso verdadeiro lugar no universo.

Os cientistas também estão trabalhando no lançamento do próximo catálogo de dados de quatro anos do Kepler. As análises incluirão o último mês de dados coletados pela missão e também será conduzida usando softwares sofisticados que são mais sensíveis, às diminutas assinaturas dos pequenos exoplanetas do tamanho da Terra, softwares esses, muito melhores do que os softwares utilizados anteriormente.

Fonte:

http://phys.org/news/2016-01-kepler-1000th-exoplanet-discovery-uncovers.html

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