Calçoene o Stonehenge Brasileiro

Space Today
18 mar 2010

O sítio arqueológico de Calçoene, conhecido como o Stonehenge Brasileiro, pois possui um círculo de pedras similar ao famoso existente na planície de Salisbury na Inglaterra, permitia a uma antiga civilização de o Brasil conhecer com precisão a chegada do equinócio.

A relação entre o equinócio e a distribuição dos monumentos megalíticos de Calçoene no estado do Amapá, foi descoberta por Marcomede Rangel do Observatório Nacional.

O conjunto de rochas disposto de forma circular em Calçoene permite estabelecer tanto a chegada do solstício de inverno no hemisfério norte como o equinócio.

O sítio arqueológico brasileiro está localizado a 384 km ao norte de Macapá, a capital do estado do Amapá, em latitudes do hemisfério norte e a uns 14 km da cidade de Calçoene.

Assim como em Stonehenge, o sítio arqueológico brasileiro conta com várias pedras de tamanho grande, algumas com até quatro metros de altura enterrados no solo formando um círculo com 30 metros de diâmetro.

O local está em cima de uma colina e as pedras, segundo Rangel, possuem uma pequena inclinação relacionada com o movimento do Sol no céu.

No local que data de aproximadamente 2000 anos, pertence a uma civilização desconhecida e já foi declarado Patrimônio Megalítico do Brasil, foi descoberto em 1905 pelo pesquisador Emilio Goeldi.

O sítio arqueológico foi estudado no começo do século passado pelo etnólogo alemão Curt Niemandaju e em meados do século passado os americanos Cliffords Evans e Betty Meggers também se interessaram pela região.

No começo deste século, depois de um longo tempo sem estudos, o local foi objeto de pesquisa dos arqueólogos brasileiros Mariana Petry e João Darcy Moura Santana.

Esses últimos descobriram em 2005 uma relação entre a disposição das pedras e o solstício de inverno no hemisfério norte.

Rangel descobriu posteriormente em dezembro de 2009 que a distribuição das pedras também tem uma relação com o equinócio, que é o dia em que o Sol se move exatamente sobre a linha do Equador e quando a noite e o dia possuem a mesma duração.

O equinócio era uma data importante para os povos antigos, pois eles podiam com base nisso programar o plantio e a colheita.

A relação entre o sítio arqueológico e o equinócio foi determinada com a ajuda de GPS, bússolas de precisão e cálculos de correção da declinação magnética.

Uma observação do local no dia do equinócio permitiu verificar que quando o Sol se põe, a luz do astro passa pelo buraco das pedras que tem o tamanho da palma de uma mão e se projeta em outra pedra localizada a 15 metros de distância e inclinada.

O uso do teodolito Kernr permitiu descobrir igualmente que por cima de ambas as pedras passa o Equador terrestre, linha imaginária que o Sol percorre nos equinócios.

Os dados obtidos serão usados para a elaboração de um mapa do céu que permite identificar outras relações entre o círculo e as estrelas mais brilhantes e a Lua.

Fonte:

http://spanish.news.cn/tec/2009-12/19/c_13114644.htm

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Comentários

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  • – O texto não está totalmente correto. Emilio Goeldi fez sua expedição em 1895, e não 1905.

    – No local que data de aproximadamente 2000 anos, pertence a uma civilização "desconhecida". dá pra melhorar?

    """"Segundo a arqueóloga Mariana Petry Cabral, que faz parte da equipe que estudou o sítio arqueológic, o monumento foi construído mais ou menos no começo da era cristã. Como chegou a tal conclusão? A cerâmica encontrada nas fossas, igual que alguns fragmentos de terracota achados nos alicerces do monumento, fariam pensar que este foi edificado pelos autores da cerâmica, a qual é propriamente amazônica (estilo chamado Aristé), mas que difere da cerâmica Marajoara da ilha de Marajó.

    Os construtores do monumento megalítico seriam, por conseguinte, indígenas ameríndios, descendentes dos povos asiáticos que chegaram a América pelo estreito de Bering e da Melanésia e Polinésia faz uns 30 milênios.

    – sítio arqueológico brasileiro está localizado a 384 km ao norte de Macapá. ERRADO: A 390k de Macapá

    -O nome do Arqueológo João está errado, ele se chama: João Darcy de Moura Saldanha.

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