As Belas Luzes do Sul Fotografadas Pela ISS

Space Today
12 jul 2017

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Enquanto passava sobre o Grande Brilho Australiano e sobre o Oceano Índico coberto de nuvens, o astronauta Jack Fisher a bordo da ISS, olhou para o sul e fotografou a luz brilhante de belas auroras austrais. O brilho azulado do crepúsculo aparece na parte mais a esquerda da imagem, os painéis solares da ISS são vistos em primeiro plano na foto e as estrelas preenchem o espaço acima da borda da atmosfera da Terra (está aí, para quem acha que não dá para fotografar estrelas da ISS).

As auroras austrais, ou luzes do sul, ocorrem quando partículas carregadas da magnetosfera (o campo magnético existente ao redor da Terra), são aceleradas pelo vento solar, ou por tempestades solares mais intensas. A pressão e a energia magnética do plasma solar estica e comprimi o campo magnético da Terra, principalmente no lado noturno do nosso planeta. Essas partículas energizadas são aprisionadas no nosso campo magnético, e a energia é lançada repentinamente  à medida que as linhas de campo guiam as partículas em direção aos polos magnéticos norte e sul.

Esses elétrons em movimentação rápida, colidem com a atmosfera superior da Terra, transferindo sua energia para as moléculas de oxigênio e nitrogênio, fazendo com que elas fiquem quimicamente excitadas. À medida que os gases retornam para seu estado normal, eles emitem fótons, pequenas explosões de energia em forma de luz. A cor da luz, reflete o tipo de molécula lançada, as moléculas de oxigênio tendem a brilhar na cor verde, branca ou vermelha, enquanto que as moléculas de nitrogênio tendem a brilhar na coloração azul ou roxa. Essa luz fantasmagórica se origina a altitudes entre 100 e 400 quilômetros.

O arco de luz mais apagado que corre paralelo ao horizonte, conhecido como luminescência atmosférica, é outra manifestação da interação da atmosfera da Terra com a radiação do Sol.

Jack Fisher fez mais de 2000 fotos de auroras e da atmosfera da Terra. Ele também aproveitou o ponto de vista privilegiado e fez vídeos e time-lapses.

Fonte:

https://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=90507

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